Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha. Esta divertida história de amor retrata com perspicácia a sociedade do Rio de Janeiro do Segundo Reinado.
O livro conta a história de quatro amigos: Filipe, Fabrício, Leopoldo e Augusto. Eles decidem viajar para a casa da avó de Filipe. Porém, Augusto sempre diz que nunca se apaixonou por nenhuma moça e nunca se apaixonará. Mas os amigos decidem contrariá-lo e fazem uma aposta: Se ele realmente se apaixonar por alguma moça, terá que escrever um romance, relatando o acontecido. E ele topa.
"— Sim! esse sentimento que voto às vezes a dez jovens num só dia, às vezes numa mesma hora, não é amor certamente. Por minha vida, interessantes senhores, meus pensamentos num têm dama, porque sempre têm damas; eu nunca amei... eu não amo ainda... eu não amarei jamais..."O livro narra um romance tão inocente, que para muitas pessoas que o lerem, o acharão bobo demais. Eu discordo. Eu achei uma leitura prazerosa e ainda por cima, o autor narra os costumes do Rio de Janeiro e dos estudantes da época. A história tem como cenário a ilha de Paquetá, localizada no Rio de Janeiro e se passou no ano de 1840.
"A Moreninha" também foi o primeiro livro a conseguir o status de Best-Seller, na corte de D. Pedro II. O livro faz parte do Romantismo(movimento artístico e intelectual, que se iniciou na Europa, no final do século XVIII). E já foi adaptado para o cinema e para novelas de televisão.
Concluindo, gostei sim do livro. Quem curte romances históricos, não pode deixar de lê-lo e quem pretende fazer vestibular esse ano, também é leitura obrigatória. Porém, quem não curte romances históricos, talvez não seja uma boa escolha lê-lo.
Recomendo!













