sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Espião - Clive Cussler e Justin Scott [RESENHA]

Uma história que tinha um grande potencial, mas o autor não soube elaborá-la. Eu sinceramente acreditava que o livro fosse bom. Mas ao terminá-lo, me decepcionei. Como este é o terceiro livro de uma série, protagonizada pelo detetive Isaac Bell, espero ler outros livros do Clive Cussler e quem sabe, me surpreender positivamente.


É 1908 e acumulam-se tensões internacionais enquanto o mundo caminha inexoravelmente para a guerra. Após um talentoso projetista de canhões de couraçados morrer em um aparente suicídio, sua filha, angustiada, recorre à lendária Agência Van Dorn para limpar o nome do pai. Van Dorn põe seu principal investigador no caso, Isaac Bell, que logo percebe que as pistas apontam não para suicídio, mas para assassinato. E quando se seguem outras mortes mais suspeitas, fica evidente que alguém — um ardiloso espião — está orquestrando a eliminação das mentes tecnológicas mais brilhantes... Mas isso é apenas o começo.


Antes de começar qualquer livro, sempre procuro ler algumas críticas e resenhas. E com "O Espião" não foi diferente. O livro começa um pouco confuso, mas com o desenrolar da história, tudo começa a se encaixar. O grande problema dos autores é o uso excessivo de detalhes sobre navios, submarinos, couraçados etc. Eu particularmente não sei nada sobre eles. Então complicou um pouco a leitura para mim.


A história é basicamente sobre um espião que ameaça prejudicar bastante os EUA. E é claro que o detetive Isaac Bell correrá contra o tempo, para capturar o tal espião. Tudo acontece no ano de 1908. Os autores conseguiram ser fiéis aos fatos históricos. A história é recheada de tensão e perseguições. Para quem curte livros policiais recheados de perseguições, tensão e muitos detalhes — como eu citei anteriormente  —  com toda certeza irá gostar do livro.


Os personagens foram bem construídos, principalmente o protagonista. Gostei da maneira
como ele agiu em alguns momentos e até o considero um dos melhores detetives que eu já pude conhecer. 
"A meu ver, os espiões de sucesso são invisíveis. O ideal é copiar um plano secreto em vez de roubá-lo, assim o inimigo nunca saberá que foi roubado. Do mesmo modo, se um inimigo tem de morrer, sua morte deve parecer acidente. A queda de escombros no local de trabalho pode esmagar um homem sem levantar suspeita."
Concluindo, eu avalio o livro como regular. Poderia ter sido bem melhor, mas infelizmente não foi o que aconteceu. A diagramação é simples e objetiva. E caso esteja inseguro por ser o terceiro livro do detetive, pode ler o livro tranquilamente. Porque em cada livro do detetive, as histórias são diferentes. Portanto, não há problemas.


Fica a dica!





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terça-feira, 3 de julho de 2012

O Resgate do Tigre - Colleen Houck [RESENHA]

Este é o segundo livro da "Saga do Tigre". Eu acreditava, antes de começar a leitura, que este livro seria melhor que o primeiro, até pelo fato de que Kishan aparece mais nesta história, do que na anterior. Mas ao concluir a leitura, percebi que o livro não conseguiu superar o anterior. Esperava um final mais interessante. Mas não foi o que aconteceu.

Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d'água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.

Ao acabar o primeiro livro, surtei completamente esperando pelo segundo. Ainda bem que a editora não demorou tanto para lançá-lo. E ao começar "O Resgate do Tigre", percebi que o início foi um pouco melancólico. Kelsey tentando de alguma maneira esquecer Ren, sendo que não adiantava nada. Ela resolve voltar para casa, mas ao chegar, não se depara com uma casa e sim, com uma mansão maravilhosa; todo o curso da faculdade paga; um carro maravilhoso na garagem e vários dólares. Enfim, ela se encontra riquíssima. 

E tudo isso foi um presente, pelo fato de a própria ter ajudado Ren e Kishan. Já que agora eles conseguem ficar na forma humana por seis horas. De início, ela não quer aceitar. Aquele típico comportamento de protagonistas, que de alguma forma, me irrita um pouco. Mas depois o Sr. Kadam a convence e ela aceita, sem pestanejar.

"Errar é o que nos torna humanos – sussurrei. – É assim que aprendemos. Minha mãe sempre dizia que cometer um erro não é ruim. Ruim é se recusar a aprender com ele a fim de não repeti-lo.
Certo. Era de se esperar que eu aprendesse. Para não repetir a história."

Ela começa a frequentar a faculdade e ainda continua tentando esquecer Ren. Então, ela conhece novas pessoas, ou explicando melhor, novos rapazes e indo a alguns encontros, para realmente esquecer o Ren. De todos os rapazes, o que eu mais gostei foi o Li ― professor dela de artes marciais. Ele é sempre muito bom e gentil com ela. Enfim, ela fica indecisa sobre qual deles irá escolher, até que seu amado Ren aparece.

Antes que ele tente reconquistá-la, ela esclarece a situação em que se encontra e que precisa escolher e pensar direito. E o que ele faz? Ele aceita. Sério, eu preciso comentar: A autora viajou demais nessa parte. Não existe homem algum que aceite o que ela propôs. Acho até que autora quer criar um "Edward" mais manso do que o da própria Stephenie. Enfim, precisava desabafar.

Depois, Kishan ― melhor personagem da série ― aparece com seu jeito meio bad-boy de ser e melhora um pouco a história. Ele fica dando em cima da Kelsey descaradamente e sempre deixa o Ren enlouquecido de raiva. Então, eles voltam para a Índia e Ren é sequestrado pelo vilão Lokesh. 

À partir deste ponto, Kishan e Kelsey saem em busca de Ren, para resgatá-lo e ainda por cima quebrar uma parte da maldição. E eles também enfrentam novos perigos. Kishan continua dando em cima da Kelsey e ela fica diversas vezes indecisa o que me remete muito à "Saga Crepúsculo".

Sério, é impossível não comparar. Eu sei que muitos irão me julgar errado, mas eu achei completamente desnecessário a autora inserir na história um triângulo amoroso. Tá, eu sei que gosto mais do Kishan. Mas mesmo assim, não precisava a autora ter feito com que o Kishan se interessasse pela Kelsey. Ela poderia muito bem ter colocado outra personagem para fazer com ele que se apaixonasse pela personagem.

Concluindo, eu gostei do livro. Tirando estes pequenos "deslizes" da autora, o livro consegue surpreender um pouco, não muito como eu pensava. O final não foi muito satisfatório para mim. Esperava um final completamente diferente.

Enfim, recomendo!

 

sábado, 30 de junho de 2012

Playlist Literária - Ainda Não Te Disse Nada

Oi Pessoal!
Abaixo estão algumas músicas que combinam com a leitura do livro "Ainda Não Te Disse Nada", do Maurício Gomyde. Eu adorei o livro e espero que gostem da playlist.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

A Filha da Minha Mãe e Eu - Maria Fernanda Guerreiro [RESENHA]

Antes de começar a leitura do livro, não sabia o que esperar do livro. Sabia que era um drama. Porém, não imaginei que fosse tão intenso e nostálgico. Durante a leitura, me peguei algumas vezes, impressionado com a realidade dos acontecimentos narrados.


Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um. 

O livro narra o conflitante relacionamento entre Mariana e Helena; filha e mãe. Onde não existe vilã ou mocinha. E sim, duas personagens extremamente fortes, que a cada dia, enfrentam problemas diversos. Helena foi abandonada por sua mãe e criada por seu bondoso pai. Em meio a esses problemas, ela aprendeu a ser fria e quase nunca demonstra sensibilidade. Ela não se relaciona bem com sua filha Mariana — que narra a história do seu ponto de vista.

Mariana por sua vez, também sofreu muito. Nunca entendeu o motivo da sua mãe tratá-la, quase sempre, como certa frieza. Durante a infância, acreditava que ela gostava mais do seu irmão Guga. Mas ao crescer, começou a perceber uma outra realidade; uma outra mulher. Seu pai — conhecido como Tito — sempre a tratou com muito carinho e afeto. O relacionamento entre eles é lindo.

O livro é uma "enxurrada" de problemas sociais;  problemas que permeiam a nossa sociedade atual. Muitos acontecimentos narrados no livro, acontecem diariamente e muitas vezes com os nossos vizinhos. Mas nós não vemos ou percebemos. 
"— Olha aqui, Mariana, presta atenção porque vou falar uma só vez quem tem que dar o último beijo no seu pai sou eu e não você! Eu sou a esposa dele! Você é a filha. Ponha-se no seu lugar, você está me entendendo?"
Algumas atitudes da Mariana me irritaram bastante. Mas acredito que essa foi a intenção da autora ao criá-la. Ela criou uma personagem muito humana e real, com defeitos e qualidades, erros e acertos. E não só foi a Mariana que me passou essa sensação. O Guga e o Tito também foram bem construídos.

Em alguns momentos a leitura é um pouco pesada, mas nada que atrapalhe o leitor — eu não me atrapalhei em nenhum momento. A leitura flui naturalmente. A narrativa, como eu disse anteriormente, é feita por Mariana e mostra ao leitor, suas dúvidas, incertezas, anseios etc. 

Concluindo, eu gostei muito do livro. A autora possui um grande talento e espero ler outros livros dela. Até porque esse foi o primeiro a ser publicado — se não estou enganado. Um livro que irá fazer você pensar nas suas atitudes e em muitos problemas que permeiam a família de muitas pessoas.

Recomendo!



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lançamentos - Editora Vida e Consciência


Médico veterinário por profissão e estudioso dos fenômenos espirituais por opção, Leonardo Rásica há muito atenta a seus sonhos. “Quando não os escuto, eles gritam, irritados. Por isso sempre procurei lhes dar a devida importância”, relata o autor de Sinais da espiritualidade, lançamento da Editora Vida & Consciência, em que registra as descobertas advindas de seus próprios sonhos e que contribuíram para a compreensão de valores como a paciência e a tolerância, o livre-arbítrio e a responsabilidade e a supremacia do apreço em vez do apego.Nessa narrativa autobiográfica, Rásica resgata a fase de vida, quando descobriu a importância da valorização da dimensão espiritual, a sintonia com a natureza e a harmonia entre pessoas, comunidades e povos, em que a competição dá lugar à cooperação, e o individualismo, ao altruísmo. “Houve, porém, um intervalo de tempo em minha vida em que eu me encontrava surdo para o que os sonhos me diziam”, lembra. Para despertar sua consciência, seus sonhos lançaram mão de um recurso extremo: Íside, sua orientadora espiritual, que o ajudou a compreender o significado da realidade à sua volta.Rásica volta a 1997, quando conhece a escritora Hilda Hilst e passa a visitá-la semanalmente em sua morada em Campinas, à caminho de seu sítio em Lindóia. Na véspera de ano-novo, hospeda-se em sua casa. Hilda já estava dormindo, quando chega Luís e com ele conversa. Mas o homem desaparece na manhã seguinte, levando-o a crer que tudo não passou de um sonho. As palavras do misterioso visitante já o tocaram.Depois, quando vende seu sítio, as visões passam a ser mais frequentes e, em sua maioria, são desagradáveis. A natureza, que até então estava em sintonia com os antigos donos do local, não está satisfeita com os novos moradores e que tragédias iriam acontecer. Após este pressentimento, a vizinhança passa a se desmantelar, com assassinatos entre irmãos, sequestros e antigos moradores abandonando o local.Os acontecimentos a sua volta são atordoantes. Até que Íside aparece em seus sonhos e, de forma simples e direta, mostra que os fatos estão muito além de seus pressentimentos. “O apreço é o que nos permite apreciar a vida. Já o apego, pelo contrário, nos impede de apreciá-la, pois cria o medo fútil e irracional diante do inevitável: o fim de um ciclo”, explica. Com um texto envolvente, permeado de detalhes, Sinais da espiritualidade é um partilhar de lições e descobertas que conduzem o leitor a respostas às suas mais enigmáticas indagações sobre a vida.


O que você faria se morresse neste exato momento? Teria condições de deixar naturalmente e por tempo indeterminado a pessoa amada ou sua família, seus amigos, seu trabalho, sua casa, seus pertences? Como você reagiria se, em uma fração de segundos, a sua estadia no planeta chegasse ao fim? Aconteceu com Gláucia. Moça bonita, cheia de planos e prestes a se casar, ela descobriu que a Vida é muito mais do que parece e trabalha incansavelmente para que cada um desenvolva seus potenciais ocultos. Diante de um romance envolvente e personagens cativantes, Ela só queria casar... revela que só acontece o que Deus permite. E Ele só permite o que é melhor para nós!

 



sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Moreninha - Joaquim Manoel Macedo [RESENHA]

Ao começar a leitura deste livro, já esperava uma leitura leve. E eu acertei em cheio. É um romance bem inocente, onde quando eu menos esperei, já tinha concluído a leitura. Foi um passatempo legal e interessante.


Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha. Esta divertida história de amor retrata com perspicácia a sociedade do Rio de Janeiro do Segundo Reinado.


O livro conta a história de quatro amigos: Filipe, Fabrício, Leopoldo e Augusto. Eles decidem viajar para a casa da avó de Filipe. Porém, Augusto sempre diz que nunca se apaixonou por nenhuma moça e nunca se apaixonará. Mas os amigos decidem contrariá-lo e fazem uma aposta: Se ele realmente se apaixonar por alguma moça, terá que escrever um romance, relatando o acontecido. E ele topa.

"— Sim! esse sentimento que voto às vezes a dez jovens num só dia, às vezes numa mesma hora, não é amor certamente. Por minha vida, interessantes senhores, meus pensamentos num têm dama, porque sempre têm damas; eu nunca amei... eu não amo ainda... eu não amarei jamais..."
O livro narra um romance tão inocente, que para muitas pessoas que o lerem, o acharão bobo demais. Eu discordo. Eu achei uma leitura prazerosa e ainda por cima, o autor narra os costumes do Rio de Janeiro e dos estudantes da época. A história tem como cenário a ilha de Paquetá, localizada no Rio de Janeiro e se passou no ano de 1840.


"A Moreninha" também foi o primeiro livro a conseguir o status de Best-Seller, na corte de D. Pedro II. O livro faz parte do Romantismo(movimento artístico e intelectual, que se iniciou na Europa, no final do século XVIII). E já foi adaptado para o cinema e para novelas de televisão.


Concluindo, gostei sim do livro. Quem curte romances históricos, não pode deixar de lê-lo e quem pretende fazer vestibular esse ano, também é leitura obrigatória. Porém, quem não curte romances históricos, talvez não seja uma boa escolha lê-lo.


Recomendo!