quarta-feira, 26 de abril de 2017

[RESENHA] Annie - Thomas Meehan

Quando a famigerada ressaca literária aparece, dificilmente consigo ler outro livro com facilidade e fico estagnado no processo de leitura, e também triste (sim, meu marte em câncer faz com que quase tudo me abale facilmente). É nesses momentos que busco algum título mais leve e agradável para ler. Comprei "Annie" por dez reais numa das promoções inusitadas da loja Americanas da cidade onde moro. Não criei expectativas, mas assim como qualquer outra pessoa, esperava um bom livro. E por sorte, acabou sendo. É uma história divertida, rápida, leve e que cumpre seu objetivo principal: entreter.

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580576160
Ano: 2014
Páginas: 208

Nota: (3,5/5)
Aos onze anos, Annie é uma garotinha corajosa o suficiente para encarar sozinha as ruas de Nova York perseguindo seu grande sonho: encontrar os pais. Deixada por eles em um orfanato quando ainda era um bebê, com pouco mais que um bilhete informando que voltariam para buscá-la, a menina leva uma vida difícil sob o comando da malvada Srta. Hannigan, diretora do lugar. Cansada de esperar que os pais retornem, Annie foge do orfanato e enfrenta as mais inesperadas desventuras. Sua sorte parece estar prestes a mudar quando ela é escolhida para passar as festas de fim de ano na mansão de um rico empresário. Mas será que Annie finalmente conseguirá realizar seu sonho e escapar da dura vida do orfanato?
Annie foi abandonada na porta de um orfanato, dentro de uma cesta. Ela tinha apenas meses de vida quando isso ocorreu. Com ela, havia um medalhão e uma carta dos pais afirmando que voltariam para buscá-la, mas ninguém sabia quando exatamente. Annie cresceu, tornou-se uma garota espirituosa, mas que nunca perdeu a esperança de conhecer sua família. Ela e todas as demais órfãs vivem dias difíceis sob o comando da cruel Srta. Hannigan; são obrigadas a fazer trabalho de gente grande e vivem em condições bastante desconfortáveis e até desumanas.

Cansada de esperar, Annie decide fugir do orfanato.

Nas ruas geladas de Nova Iorque, Annie é corajosa o suficiente para enfrentar os perigos que podem aparecer, além da fome e frio que não são fáceis de suportar. Mas ela conseguirá realizar o sonho de encontrar seus pais? 

"[...] quando a gente pensa nas coisas boas que podem acontecer amanhã em vez de nas ruins que estão acontecendo hoje, a gente pode começar a fazer essas coisas boas acontecerem". 
Pág.: 167 

Se você busca uma protagonista jovem, bem novinha mesmo, com um espírito otimista, corajoso, determinado e sincero, provavelmente irá A-M-A-R Annie. Ela é exatamente assim. Dificilmente engole os problemas passivamente ou cruza os braços. Isso muito me agradou, admito. A positividade é muito presente na história, e é parte da personalidade da protagonista; dificilmente, ela abaixa a cabeça e aceita os tombos da vida de forma pessimista. Muito pelo contrário. Ela sempre crer que o melhor virá, acontecerá, e embora eu tenha achado tal comportamento um tanto quanto forçado em determinados momentos, não acho que isso destoou a trama de modo geral. É só uma característica da personagem que não me "desceu" porque sou realista demais para ver a vida de forma muito colorida. E só para constar, Annie passa por maus bocados e ainda assim sempre crer que o sol vai sair amanhã (só os fortes entenderão).

A história se passa no período da grande Depressão dos Estados Unidos, onde grande parte da população não tinha trabalho e nem do que viver. Logo, a partir disso, dá para ter uma noção que a trama se desenrola num momento complicado, delicado, difícil mesmo. Em alguns momentos, de forma sutil, o autor explana superficialmente sobre a realidade da época e ainda insere personagens que expressam suas dificuldades porque estão lidando e buscando sobreviver à crise política, econômica e social. Se você espera um aprofundamento neste ponto da história, é melhor tirar o cavalinho da chuva. Isso não acontece e nunca foi um dos propósitos do autor ao desenvolver o enredo. 

A narrativa é muito leve, objetiva e instigante. É possível fazer a leitura em poucas horas, dependendo do seu pique e interesse. Na capa do livro, há um subtítulo que diz se tratar de um clássico. Só para esclarecer, considera-se isso porque a história de Annie surgiu como quadrinhos no início do século XX, foi um grande sucesso, anos depois virou um musical e ganhou o Tony Award da época, mas só virou um romance em 2013. Então não precisa se desesperar, a escrita não é rebuscada. Longe disso. É simplista e de fácil entendimento (creio que para atender a um público maior). Quando se trata de personagens, confesso que esperei um desenvolvimento melhor de quase todos/todas; o autor não buscou se aprofundar em nenhum deles, exceto apenas a protagonista. 

Em suma, "Annie" é uma boa escolha se busca entretenimento, diversão e só. É uma leitura curta, bonitinha e que não decepciona, de modo geral. Muito possivelmente pode agradar a diversos públicos, e isso é um fator positivo porque, a meu ver, sempre foi o foco do autor (tive essa impressão durante toda a leitura). Com uma protagonista carismática, inteligente, corajosa e até forte, o livro tem tudo para se conectar com qualquer leitor/leitora. Apresenta alguns deslizes, mas em sua totalidade, consegue convencer e cumpre o que propõe. 


Este é o trailer da adaptação cinematográfica. 
Ainda não assisti, mas pretendo. ;)

12 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Oie Virginiano lindo <3

    Não conhecia o livro, mas assim como você quando estou de ressaca literária busco títulos mais leves e despretensiosos para me "curar". Gostei da premissa de Annie. A narrativa parece divertida e fofa ótima para as horas que estamos meio que na bad mesmo.

    Agora Marte em Câncer não é tão ruim quanto parece, você só precisa saber equilibrar o lado mais enérgico de Marte com a mansidão da lua, regente de câncer ^^. Quando quiser bater papo sobre astrologia me chama ;)

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  3. Olá, Leandro.
    Eu nem passo no corredor de livros da Americanas porque sempre saio de lá com pelo menos dois livros hehe. Gostei da história, me pareceu ser um ótimo livro para curar ressaca mesmo hehe. Mas não sei se leria ele. Só se encontrar por aqui bem baratinho, dai eu leio hehe.

    Prefácio

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  4. Oi Leandro!
    As vezes precisamos de um livro que tem como objetiva apenas nos entreter, tenho a impressão que quando queremos fazer uma leitura dessa e fazemos saímos mais leves! Não conhecia o livro, com certeza uma boa dica! Abraço

    Divagando Palavras
    www.divagandopalavras.com

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  5. Oi Leandro!
    Apesar da capa do livro dizer que é um clássico, eu ainda não conhecia a história. Pela sinopse, quando eu era criança eu iria amar esse livro, mas hoje eu já não sei se leria.

    Beijos,
    Sora | Meu Jardim de Livros

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  6. Oieeeeeee migo, tudo bom?
    Tu sabes que eu tenho essa vibe de ficar deprimida na ressaca também né? Te entendo super hahah
    Maaaaas, lendo o começo da resenha eu já estava convicta que esse livro não é pra mim, por se tratar de uma coisa meio bobinha, novinha, mimimi hahaha Estou completamente sem saco para esse tipo de livro.

    Beijos,
    Paixão Literária

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  7. Oi Leandro,
    Quem nunca comprou livro em promoção nas Americanas que atire a primeira pedra HAHAHA
    Fico feliz que sua experiência foi positiva, não cheguei nem a ver o filme, mas a história me atrai.
    Gosto de algo leve, leitura rápida que te envolve.
    Beijos
    https://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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  8. Oi Leandro! Não conhecia o livro, mas sei bem como é a ressaca literária rs Confesso que esperava algo mais pesado pela sinopse, mas gostei de saber que a narrativa é leve e instigante.

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  9. Olá, Leandro! Tudo bem?
    Entendo você completamente, afinal, também venho passando por um período complicado de ressaca literária. Os livros da faculdade vem tomando todo meu tempo, e eu não sei mais o que fazer, pois sempre que tento fixar minha mente numa leitura "não universitária" surge mais uma "sugestão" dos professoras sobre um outro livro teórico, que na maioria das vezes possui escrita extremamente cansativa. Enfim, já tive a oportunidade de ler algumas páginas de Annie na livraria, e gostei do pouco que li. Me pareceu uma história bem simples, porém com mensagens bonitas e marcantes. Fico feliz que tenha gostado da história, pode não ter sido um bom livro, mas ao menos foi um bom entretenimento, não é mesmo?

    Até mais. https://realidadecaotica.blogspot.com.br/

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  10. Oi Leandro,
    Ah, eu sou doida para assistir o filme, mas sempre deixo passar.
    Imaginava que o livro fosse médio, porque parece ser bem juvenil, apesar do ponto histórico. Leituras assim são ótimas para passar o tempo mesmo e aliviar a mente. E essa ainda agrega mais pelo reconhecimento que teve, né? HAHA sempre lembro do Simon Cowell no X-Factor reclamando que a música Tomorrow 'do musical' é insuportável.

    Ainda bem que tenho Marte em Virgem HAHA água já basta o Ascendente e a Lua :v

    Ótima resenha!

    tenha uma ótima semana :D
    Nana - Canto Cultzíneo / Novo Twitter

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  11. Olá, tudo bem? Também comprei esse livro na Americanas da minha cidade em uma promoção, e não dava nada por ele, porém depois de sua resenha fiquei curiosa, vou ver se leio ele logo...

    Beijos,
    Duas Livreiras

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